Por JP Pereira
Em 04/09/2019

Em um momento em que “rede social” é a nova mídia, o media training continua sendo uma técnica atual e ideal para o fortalecimento da imagem digital de pessoas, marcas e instituições.

No Brasil, o terceiro resultado de pesquisas da palavra chave marketing nos motores de busca do Google, é marketing digital. Sabemos que o inbound marketing ou marketing de atração nunca antes esteve tão pulverizado nas terras tupiniquins.

Porém existem técnicas e ferramentas do marketing tradicional que podem potencializar a comunicação de marcas e pessoas no universo digital, já que as redes sociais tornaram-se o novo palco da opinião pública nesse processo de globalização midiática em que vivemos.

Hoje não falaremos sobre os serviços de uma agência de marketing e nem mesmo sobre o que o marketing digital é, mas sim das vantagens em usar o media training, ou treinamento de mídia para potencializar suas estratégias de marketing digital!

Antes de continuar, caso você esteja procurando saber mais sobre e-mail marketing, landing pages, público alvo, funil de vendas, links patrocinados, sugiro dar uma olhada em outros conteúdos, aqui no nosso blog.

Quero começar falando de algo básico, porém essencial: O poder da fala e da comunicação frente ao desenvolvimento da própria espécie. Falo isso porque ao “nutrirmos” um lead, estamos fazendo mais do que a qualificação de um contato para o time de vendas, estamos propagando informação e conhecimento, vivendo um salto quântico no nível do conhecimento e da tecnologia.

Falar: O milagre da biologia é a premissa do marketing de conteúdo

A comunicação acontece em dois extremos, onde um indivíduo é o emissor, enquanto o outro atua como receptor de uma mensagem.  Para que seja efetiva, é preciso que os dois lados partilhem o mesmo código, como um idioma por exemplo. Ainda há que se considerar o canal pelo qual a mensagem é compartilhada, para evitar ruídos e interferências no processo de comunicação.

É comum ouvirmos em treinamentos de vendas e marketing, que é preciso escutar o cliente, mas é preciso entender que a linguagem e a comunicação são organismos vivos, em constante transformação e adaptação. Os idiomas, gírias e regionalismos são como códigos micro-macro universais, que carregam o poder dos pensamentos e ideias.

Historicamente, nossos primeiros processos de significação se davam pela forma de grunhidos e gestual que foi se aperfeiçoando pela linguagem visual dos desenhos rupestres dos nossos ancestrais… 

Com o desenvolvimento da espécie, nossas estruturas biológicas foram capazes de organizar movimentos e sons muito mais complexos, a fim de transmitir com mais exatidão as mensagens que precisávamos compartilhar.

Comunicação efetiva é conteúdo na medida

A comunicação nos permitiu aprender, sem vivenciar muitas situações de risco, e desta forma acumulamos e transmitimos nossa experiência para as gerações passadas e futuras. Os próprios termos, communicare, vem do latim, e quer dizer, partilhar, tornar comum, enquanto informare quer dizer, dar a forma, moldar, descrever…

Nunca antes, tivemos tantas ferramentas e possibilidades para compartilhar ideias e opiniões em tempo real com alcance global. Hoje essas facilidades estão literalmente em nossas mãos, porém as tecnologias mobiles promoveram junto do seu amplo alcance, um isolamento profundo e conteúdos que oscilam de um diário pessoal a um eterno monólogo sem público.

Produzir conteúdo é a base do marketing de atração, porém ter medida é fundamental, afinal existem muitos conteúdos construídos  a torto e a direita que não chegam sequer a ser visualizado ou consumido.

Do século XX para o feed!

Quando as multinacionais começam a desembarcar no país, trazendo consigo os moldes de comunicação da indústria publicitária americana, uma das práticas da lógica propagandista em comunicação empresarial que se fortaleceu no Brasil a partir do anos 70, é a assessoria de imprensa.

Com o amadurecimento dos setores de comunicação e marketing no Brasil e a democracia instaurada, muitos profissionais deixam as redações dos veículos de comunicação e veem nas empresas públicas e privadas a oportunidade de exercer sua profissão, auxiliando no fortalecimento dessas instituições, promovendo ativamente os interesses da empresa divulgando informações positivas a seu respeito.

Com a globalização ocorre a extensão da praça de opinião pública, e o diálogo por meio dos veículos de comunicação passou a ser necessário para atingir os mais variados públicos.

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Essa série de técnicas visam reforçar comportamentos, que aumentam a segurança e o espectro comunicacional, com foco na efetividade das mensagens, frente aos desafios e situações contextuais em que o porta voz está inserido. 

 

Jorge Duarte –  jornalista, mestre e doutor – fala em Media training: capacitando fontes e porta-vozes: “Falar com jornalistas costuma ser um desafio para o qual a maior parte das pessoas, na condição de fontes de informação, não se sente preparada. É uma atividade que envolve a perspectiva de exposição pública, profundos sentimentos relacionados à autoestima e a incerteza de que as informações serão veiculadas segundo suas expectativas.”

Primeiros passos para fazer a diferença

Aprender a modular o tom da voz e utilizar o corpo como veículo para reforçar com expressão corporal adequada, são técnicas que podem instigar e fortalecer o poder de transmissão ou aceitação de uma mensagem.

Muito visado por profissionais de cargos elevados ou de grandes corporações, quando o objetivo comum é melhorar a capacidade do porta-voz em relacionar-se com jornalistas, veículos, em entrevistas e encontros pessoais. 

Atualmente com a transformação das formas de interação e comunicação, essa técnica tem despertado o interesse de gestores de empresas pequenas e familiares, bem como de autônomos, uma vez que a técnica estende-se como ferramenta para o fortalecimento da imagem pessoal ou institucional, e na geração de autoridade frente ao público crescente com quem dialogam, diariamente nas redes sociais.

Gerenciar crises tornou-se uma atividade corriqueira no mundo contemporâneo, e atualmente esse tipo de treinamento é muito procurado para reverter situações de conflito de interesses ou reforçar o posicionamento empresarial frente à opinião pública.

Media training nas mídias sociais

Preparar-se para discursar ou opinar em nome de um grupo, exige postura e desenvoltura, duas características amplamente trabalhadas treinamentos de mídia.

O treinamento de imprensa não tem a finalidade de ensinar a manipular fatos, mas sim o fortalecimento do estudo retórico.  Tradicionalmente, esta técnica se divide em duas fases:

Primeira fase: Informações teóricas sobre postura, comportamento, vestimenta, expressão, características técnicas de cada tipo de mídia e diretrizes do que deve ser dito ou evitado.

Segunda fase: Aqui é a hora de colocar a mão na massa! São realizadas simulações de coletivas de imprensa para diversos meios, tudo é gravado e depois são levantados os principais pontos, tanto positivos quanto negativos..

Frente a realidade que vivemos, em que a divulgação de notícias deixou de ser exclusiva a comunicadores sociais – agentes perante a responsabilidade jurídica – e  passou a fazer parte da vida de qualquer indivíduo. 

Não é a toa que cada vez mais pessoas procurem desenvolver essas habilidade de relacionar-se com a mídia, afinal vivemos um momento em que o blog é quase uma obrigação para muitas marcas, além disso a técnica só traz ainda mais benefícios para as inúmeras vantagens do marketing digital. 

Na cultura das redes sociais as pessoas físicas tornaram-se marcas de audiência e o media training é uma ferramenta de valor ímpar para estruturar relações sociais e posicionar-se frente aos mais diversos assuntos.

Os ganhos dessa técnica estendem-se para além da comunicação com os veículos, uma vez que melhoram a comunicação interpessoal do indivíduo com todos com quem partilha.