Por Paula Patussi
Em 04/10/2019

A arte de envolver seu público em uma história, bem contada, apresentada e acima de tudo envolvente. Isso é o Storytelling – um termo em inglês. “Story” significa história e “telling”, contando. Mais que uma mera narrativa, o método usa técnicas para transmitir uma mensagem de forma inesquecível.

Seu produto, serviço, ideias e mensagens podem ser brilhantes, mas diante da quantidade de conteúdos que são submetidos 24 horas por dia, é preciso apresentar um diferencial. 

Mas como usá-lo para sua marca ou em materiais? E como contar histórias poderia ajudar nas vendas? O storytelling tem contexto e objetivo, personagem, ambiente, conflito, problemas a serem resolvidos e claro uma mensagem ou solução sim! 

 

Histórias únicas que conectam

Ao contar boas histórias você leva seu público a uma jornada, que gera identificação pelas “dores” ou problemas, despertam emoção, seduzem e resolvem conflitos/problemas. Ao pensar no seu conteúdo, seja de blog ou mídias sociais é preciso pensar na experiência e na jornada do usuário com histórias que cheguem no momento certo. 

 

Lições de quem faz sucesso “cantando” boas histórias

Cantando sim! Já que os brasileiros consumiram muitos conteúdos no YouTube em 2018 – o ano que viu grandes astros, como Queen e Lady Gaga, serem superados por MC Kevinho e Anitta e demonstrou a mudança na forma de como é consumido conteúdos.  

Quatro em cada cinco brasileiros têm um vídeo preferido de música – e por mais variados que sejam os estilos, o que eles possuem em comum pode ser resumido em uma palavra: contexto.

São histórias que quanto mais ricas, geram mais engajamento e acabam tornando o produto mais popular. 

Mensalmente, 55 milhões de pessoas apaixonadas por música assistem aos vídeos da plataforma, que tem capacidade para impactar mais de 112 milhões. E quase todos os usuários – 92% deles – assistem a vídeos musicais, a maioria em smartphones. Mais da metade das pessoas conhece novas canções pela plataforma e vê pelo menos um vídeo de música todos os dias.

O comportamento do público se mostra fluído – do sertanejo ao funk, por exemplo. O que também auxilia entender as tendências que se formam e incluem elementos diversos como: moda, marca de celular, estilo de cabelo, entre outros. Nesse contexto, o conteúdo criado demonstra como pensam e o que querem as pessoas.

Um sintoma do quanto o mundo – não só da música está mudando rápido. 

Um dos exemplos é a Anitta – cantora que construiu uma carreira de sucesso, baseada em um modelo de conteúdos de storytelling e estratégia de marketing que se baseia em altos investimentos, parcerias e diversos elementos externos. Dificilmente uma nova irá surgir.

 

Visibilidade e fortalecimento de marca

O mercado já sabe que o YouTube ajuda a construir marcas e dar visibilidade.  O Youtube utilizou o exemplo do cantor Kevinho, artista do casting do KondZilla, como um case de sucesso e que compreendeu que para conseguir mais sucesso na plataforma, precisa trabalhar estrategicamente,  educando as pessoas a aguardarem o próximo conteúdo, que pode vir tanto dele, artista, como do ecossistema em torno do que ele produziu, fazendo a popularidade crescer exponencialmente.

O YouTube, foi além e comparou dois casos: Lady Gaga e Kevinho. (estilos bem diferentes). A estrela internacional adotou uma estratégia mais convencional, enquanto o músico paulista foi por um caminho oposto.

 

Gaga apostou em eventos ocasionais para impulsionar sua visibilidade. Conseguiu, de fato, picos de audiência quando o filme para o qual compôs a trilha – Nasce Uma Estrela – foi lançado e também quando levou para casa o Oscar de melhor música, por “Shallow”. Mas ela teve praticamente a metade do resultado alcançado pelo jovem de Campinas, muito menos conhecido do grande público.

 

Já Kevinho lançou várias músicas nesse período, sozinho e feat (em parcerias)  – em média uma a cada 40 dias. Isso fez com que o interesse do público não diminuísse, se mantendo alto durante o ano todo.

 

O cantor teve sua audiência bastante amplificada com: coreografias, covers, versões ao vivo, lyric videos, registros de bastidores, reações de creators, paródias e remixes. Só a música “Terremoto” – parceria, com Anitta – gerou mais de 14 milhões de visualizações. 

 

Das duas abordagens, a mais bem-sucedida foi a que escolheu uma estratégia always on (sempre ligado, na tradução livre). Ou seja, de conteúdos que abordam histórias e elas podem surgir de todos os cantos..A que apostou em fatores externos – Oscar, lançamento de filmes –, além de ser bem mais cara e trabalhosa, rendeu menos, de acordo com o YouTube.

 

O conteúdo é a história

É o método mais utilizado no Marketing de Conteúdo. Com a estruturação do texto, com base em uma história e explora vários elementos do storytelling, apresentados de forma clara na escalabilidade e legibilidade. 

Como fazer? Explorar um assunto, com base no conflito ou problema a ser solucionado, fazendo o leitor despertar interesse. Envolvê-lo em uma rede social, um e-mail ou no próprio Google ou YouTube como os exemplos acima. 

Utilizando linguagem adequada ao público, que pode ser apresentada a cada subtítulo, desenrolando a “história” para ser digna da sua leitura.

 

O Marketing de Conteúdo, usa os conceitos de storytelling para despertar o interesse da persona e ter resposta à intenção do usuário (que pode ser de entrar em contato, baixar um e-book ou de seguir nas mídias sociais).

 

Como fazer um bom storytelling ?

A mensagem deve ter um tom de voz e assim conquistar a identificação das pessoas.Por isso, story: a história e a mensagem a serem transmitida e telling: a forma como essa mensagem é apresentada.

Se você busca aplicar o método em seus textos, vídeos, post em mídias sociais ou palestras. Precisa deixar aprender a deixar a audiência entusiasmada sim, mas realmente marcada com os seus conteúdos. 

Lembre-se também que “eventos”/”acontecimentos” acontecer em algum lugar/tempo e facilita que o público embarque na jornada.

O personagem é quem percorre a jornada e sofre uma transformação que leva à transmissão da mensagem. 

Mas, precisa superar o próximo um conflito/problema: que é o fator que deixa a audiência interessada na história. Um conflito muito simples não desperta interesse, pois não gera identificação. Afinal, conquistas muito fáceis não costumam ser valorizadas.

Desafios que surgem ou como foram superados pelo personagem ao longo da jornada, motivam, geram identificação e o melhor: vendem!

Aqui podemos citar um outro exemplo: como a Pixar – estúdio de animação, conta suas histórias. Em Toy Story e Procurando Nemo, o método de storytelling é aplicado com maestria.

Procurando Nemo - Storytelling - Job Content

Dentro dessa história há o desenrolar de conteúdos e ensinamentos que você também pode aproveitar.

 

  • Apresentação: quem sou, antes do evento que anuncia o “conflito/problema”;
  • A jornada: uma série de outros acontecimentos que se tornam obstáculos. E por causa disso temos ensinamentos, até chegar ao conflito final e aqui acompanhamos uma transformação;
  • A mudança: aqui somos nos apresentam a resolução do conflito. Com base nessa mudança, a mensagem é transmitida e, assim, emociona e impacta a audiência.

História que fornece aprendizado

Mas não é qualquer história que vai encantar o público, tudo vai depender do que você vai oferecer. Então seja criativo! 

Para uma boa narrativa, você necessita de um tema relevante, contendo problemas que eles tenham e que você possa resolver. Estimule o público a terminar o conteúdo com um sentimento positivo e que o principal objetivo é que o conteúdo apresente uma solução de preferência, um serviço ou produto.

Mas fique atento ao tempo. Ele é sagrado! O ditado popular: “tempo é dinheiro”!, cabe muito bem aqui. Tanto para o tempo de produção do conteúdo e o de quem está consumindo o conteúdo. 

Os exemplos acima, bem como as recomendações podem te ajudar a contar boas histórias. Para continuar acompanhando nossos métodos e conquistar acompanhe nossos blogs. E siga no Instagram e Facebook. (linkar)